Proposta de Documento Estratégico – Plano de Desenvolvimento do Basquetebol Português 2026-2036: 2ª Parte – Organograma Funcional - por António Pereira

 


Apresentação

 

Depois de, na primeira parte, se apresentar a Proposta de Documento Estratégico — Plano de Desenvolvimento do Basquetebol Português 2026–2036, faz sentido, numa segunda parte, explicitar a forma como este poderá ser desenvolvido e operacionalizado, através da apresentação de um organograma funcional.

Enquanto um plano estratégico define a direção de longo prazo — missão, visão, objetivos globais e prioridades — que deve ser apoiado por um plano operacional que detalha a forma como essa direção deve ser concretizada no dia a dia, o organograma permite clarificar a estrutura organizacional necessária para a sua execução.

Com efeito, o organograma mostra “quem decide o quê” e “quem executa o quê”, permitindo visualizar onde se situam as responsabilidades associadas ao plano estratégico e ao plano operacional.

Desta forma, a apresentação de um organograma funcional justifica-se como um instrumento essencial de operacionalização do Plano de Desenvolvimento do Basquetebol Português 2026–2036.

Depois de definido o enquadramento estratégico, torna-se necessário clarificar de que modo a organização se deve estruturar para executar essa estratégia, identificando áreas de intervenção, responsabilidades e relações funcionais entre departamentos.

O organograma contribui, assim, para associar os objetivos estratégicos às áreas responsáveis — identificando quais os departamentos que lideram cada objetivo e como se articulam entre si — bem como para clarificar os papéis na execução operacional (quem executa, quem supervisiona e quem avalia os resultados), facilitando o alinhamento vertical entre a estratégia e a operação.


Organograma Funcional

 

Introdução

 

A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) necessita de evoluir de uma estrutura organizacional tradicional, centrada predominantemente nas funções administrativas e competitivas da modalidade, para um modelo organizacional mais ligeiro, proativo, moderno e abrangente.

Esse modelo deve aproximar-se das estruturas atualmente adotadas pelas organizações desportivas mais avançadas, integrando áreas associadas à indústria do desporto e do entretenimento, e assumindo competências próprias de gestão de media, eventos e valorização do produto desportivo (marca do basquetebol português).

 

Neste contexto, a atuação da FPB deve organizar-se em três níveis fundamentais de intervenção:

  1. Governação, assegurando a direção estratégica e institucional da modalidade;
  2. Gestão desportiva, responsável pelo desenvolvimento técnico, competitivo e formativo do basquetebol;
  3. Indústria desportiva, orientada para a valorização da marca, económica, mediática e social do basquetebol enquanto produto de entretenimento;

 

Assim, um modelo organizacional moderno para a FPB deverá refletir três objetivos estratégicos fundamentais:

  1. Assegurar uma governação eficaz da modalidade, cumprindo plenamente as funções federativas tradicionais;
  2. Promover o desenvolvimento do basquetebol em todas as suas dimensões, incluindo a formação, a competição e o alto rendimento;
  3. Transformar o basquetebol num produto relevante da indústria do desporto e do entretenimento, reforçando a sua visibilidade, atratividade e sustentabilidade económica;


“O grande desafio das federações e das associações de basquetebol é deixarem de ser apenas gestoras da modalidade para se tornarem gestoras do basquetebol inserida na indústria do desporto e do entretenimento.” António Pereira

 

1 - Órgãos Sociais

- Assembleia Geral

- Direção

- 1 Presidente + 5 Vice-Presidentes (VP’s) - Diversas áreas de intervenção

- Conselho Fiscal

- Conselho de Disciplina

- Conselho de Justiça

- Conselho de Arbitragem

 

2 - Estrutura Executiva

- Presidente

- VP’s - Diversas áreas de intervenção

- Departamento de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento

- Direção Técnica Nacional

          - Diretor Técnico Nacional

          - Membros do Gabinete Técnico

- Secretário Geral

- Diretor Financeiro

- Assessoria Jurídica

- Serviços Administrativos

- Serviço de apoio a assuntos internacionais


2.1. - Estrutura Regional

- Associações de Basquetebol


3 - Departamento de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento  

 

O Departamento de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento tem como principal responsabilidade apoiar a Direção da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) na definição, implementação e acompanhamento da estratégia global da organização.

Compete-lhe assegurar a operacionalização do plano estratégico previamente definido, bem como contribuir para a definição de metas e objetivos de desenvolvimento desportivo, competitivo e organizacional.

No âmbito das suas funções, este departamento deve proceder à monitorização sistemática de indicadores-chave de desempenho, tais como o aumento do número de praticantes, resultados das diversas seleções nacionais, desempenho internacional dos clubes nas competições europeias, níveis de adesão dos adeptos aos jogos presenciais, audiências dos diferentes conteúdos mediáticos, entre outros indicadores considerados relevantes e referidos no plano estratégico e no seu scoreboard estratégico (a ser definido).

A existência de um Departamento de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento permite garantir maior coerência entre os objetivos estratégicos definidos pela Federação, e a sua concretização prática, promovendo uma melhor articulação entre as áreas de governação, de desenvolvimento da modalidade e de valorização da marca do basquetebol português.

Os diversos membros do grupo, independentemente da sua abrangência, devem ter uma visão alargada acerca do basquetebol português, contribuindo dessa forma para uma coerência das decisões e relações entre as diversas áreas de gestão da FPB.

Este departamento deve, ainda, assumir-se como uma estrutura de apoio à tomada de decisão estratégica da Direção da FPB, através da produção de análises, cenários prospetivos e recomendações, contribuindo para a definição de prioridades institucionais e para uma comunicação estratégica mais eficaz.


3.1. - Composição do Departamento de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento

 

3.1.1. - Estrutura comum a todos os níveis:

- Presidente da FPB

- Vp’s – Definir áreas que devem fazer parte deste departamento

- Diretor Técnico Nacional

- Diretor para a Estratégia, Inovação e Desenvolvimento

 

3.1.2. - Seleções Nacionais

- Diretor/Coordenador das Seleções Nacionais (se houver)

- Diretor da Seleção Nacional – Seniores masculinos

- Diretor das Seleção Nacional – Seniores femininos

- Diretor das Seleção Nacional – Jovens masculinos

- Diretor das Seleção Nacional – Jovens femininos

 

3.1.3. - Competições Federadas

- Diretor das competições seniores – 1º Nível de competição

- Diretor das competições seniores – Níveis de competição inferior

- Diretor das competições de desenvolvimento do Basquetebol

- Diretor do Minibasquete

- Diretor do 3x3

 

3.1.4. - Outras Competições Federadas

- Diretor do Basquetebol Master

- BCR

 

3.1.5. - Competições não federadas

- Diretor do Basquetebol Informal

- Diretor do Basquetebol nas Escolas

 

3.1.6. - Gestão da Marca, Comunicação e Marketing

- Diretor de Comunicação

- Diretor de Marketing

 

3.1.7. - Áreas de apoio

- Diretor Financeiro

- Diretor de Recursos Humanos

- Diretor da área de Formação e Conhecimento (abrange):

- Treinadores

- Juízes

                     - Dirigentes

- Preparadores Físicos

- Fisioterapeutas

- Psicologia no desporto

- Nutricionistas   

 

4 - Gestão Desportiva

 

4.1. - Diretor Técnico Nacional

 

4.1.1. - Áreas de intervenção

 

O Diretor Técnico Nacional (DTN), é o responsável pela área técnico-desportiva e pelo desenvolvimento da modalidade a nível nacional, garantindo o desenvolvimento, formação, articulação cm clubes e o desempenho das seleções nacionais.

A função combina liderança técnica, gestão estratégica e coordenação operacional ao mais alto nível federativo.

Deve trabalhar em consonância o Diretor da Estratégia, Inovação e Desenvolvimento, refletindo a ideia de que o basquetebol é mais do que somente a gestão do basquetebol enquanto modalidade desportiva.

Em áreas a serem definidas o DTN pode ser coadjuvado por outros treinadores.

O DTN responde perante o Presidente e Direção da FPB.

 

4.1.2. - Funções Estratégicas

- Definir e implementar a estratégia técnico‑desportiva da federação (plano de desenvolvimento da modalidade, do desporto de base ao alto rendimento). elaborando planos de desenvolvimento da modalidade a curto, médio e longo prazo.

- Definir uma filosofia de jogo – tendo em consideração a evolução e tendências do basquetebol enquanto jogo – bem como as linhas‑orientadoras para a formação, competição e alto rendimento das seleções nacionais, de acordo com a visão do Gabinete de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento.

- Liderar a elaboração e defesa dos planos de desenvolvimento técnico junto da direção e dos restantes órgãos da FPB e Associações de Basquetebol regionais.

- Criar modelos de jogo, treino e formação alinhados com a visão da FPB e do Departamento de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento.

 

4.1.3. - Desenvolvimento da modalidade

- Garantir o desenvolvimento do basquetebol através do desenvolvimento de projetos de massificação, captação e retenção de praticantes e deteção de potenciais talentos.

- Planear e supervisionar programas de formação definidos pela Departamento de Formação e Conhecimento, garantindo padrões de qualidade.

- Contribuir com estudos e ideias para melhorar/ajustar os regulamentos, normas, procedimentos nas diversas áreas de atuação da FPB.

 

4.1.4. - Articulação Institucional - Relação com clubes, Associações de Basquetebol, FIBA

- Apoiar associações de basquetebol e clubes na expansão da modalidade;

- Articular com Associações de Basquetebol regionais, Diretores Técnicos Regionais e clubes, por forma a garantir a coerência na aplicação da estratégia nacional;

- Servir de ponte entre o departamento técnico e os diretivos, apresentando relatórios de execução dos diversos planos;

- Representar a FPB em reuniões técnicas nacionais e internacionais;

- Representar a FPB em reuniões de caracter técnico com instituições portuguesas como o IPDJ, Desporto Escolar; COP e Autarquias locais;

- Trabalhar com os diversos departamentos que fazem parte do Departamento de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento;

 

4.1.5. - Seleções Nacionais

Planear, organizar e acompanhar o trabalho das seleções nacionais – calendarização das atividades, convocatórias, estágios, equipas técnicas, atividade – em todos os escalões;

- Definir critérios de convocatórias juntamente com os treinadores de cada seleção;

- Articular os diversos processos de trabalho com equipas técnicas e equipas multidisciplinares;

 

4.1.6. - Gestão Técnica e Qualidade

- Monitorizar a execução dos programas técnico-desportivos;

- Avaliar o desempenho das seleções, equipas técnicas e equipas multidisciplinares;

- Propor melhorias contínuas e garantir padrões de qualidade;

- Indicadores de Desempenho – KPIs

          - Desenvolvimento da modalidade;

          - Gestão;

          - Relação Institucional;

          - Seleções Nacionais;

          - Departamento de Formação e Conhecimento;

          - Qualidade das Competições de Desenvolvimento;


4.2. - Diretor de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento

 

4.2.1. - Áreas de Intervenção

 

O Diretor de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento (DEID) é um quadro executivo que tem uma função transversal, assegurando a visão de longo prazo da modalidade, coordenando projetos estruturantes de crescimento e modernização, tem a responsabilidade de impulsionar a inovação, liderar a mudança organizacional e garantir que a organização evolui de forma sustentável.

Trabalha diretamente com o presidente da FPB e com o DTN em diversas áreas da gestão da FPB, por forma a haver uma coordenação entre as áreas da governação definidas pelo Gabinete de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento – Governação, Gestão Desportiva e Indústria Desportiva.

O Diretor de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento é responsável por pensar o futuro da modalidade, estruturando o crescimento da Federação Portuguesa de Basquetebol através de planeamento estratégico, inovação organizacional, desenvolvimento da prática desportiva e criação de novos projetos e oportunidades para o desporto.

 

4.2.2. - Áreas de intervenção nos Três Níveis Estratégicos do Modelo de Gestão

 

4.2.2.1. - Governação

Define e monitoriza a estratégia.

O Diretor de Estratégia:

- Apoia a Direção;

- Produz relatórios estratégicos;

- Avalia impacto das políticas federativas;


4.2.2.2. - Gestão Desportiva

Executa os programas da modalidade.

O Diretor de Estratégia:

- Define orientações;

- Acompanha indicadores de desenvolvimento;

- Promove novos projetos;

 

4.2.2.3. - Indústria Desportiva

Transforma a modalidade em produto desportivo.

O Diretor de Estratégia:

- Identifica oportunidades de crescimento;

- Desenvolve novos formatos;

- Promove inovação no espetáculo desportivo;

 

4.2.3. - Funções Principais

- Definir a visão e plano estratégico plurianual da federação articulando com o Presidente a Direção e DTN;

- Traduzir a estratégia em planos de atividades, indicadores de desempenho e relatórios, garantindo alinhamento entre departamentos técnico‑desportivo, formação (departamento de formação e Conhecimento), comunicação, marketing e finanças;

- Liderar a agenda de inovação (novos produtos de competição, quadros competitivos, formatos de eventos, serviços digitais, programas sociais, parcerias tecnológicas) e gerir um portefólio de projetos de inovação;

- Identificar oportunidades de crescimento da modalidade em diferentes segmentos;

- Promover programas estruturantes de expansão territorial da modalidade;

- Introduzir novos modelos de gestão desportiva e boas práticas internacionais;

- Explorar novas tendências na área da indústria desportiva e do entretenimento;

- Estabelecer parcerias estratégicas com:

          - Universidades e Centros de Investigação;

          - Entidades Públicas;

          - Parceiros e patrocinadores;

          - Organizações internacionais;

- Promover projetos conjuntos de investigação, desenvolvimento e inovação no desporto;

- Apoiar candidatura a fundos nacionais e europeus;

- Apoiar a Direção na governação: enquadrar decisões estratégicas, rever regulamentos e políticas, monitorizar riscos e boas práticas de gestão no ecossistema da modalidade;

- Promover cultura de melhoria contínua, formação de recursos humanos e disseminação de competências de gestão e inovação pelas estruturas da federação;

 

4.2.4. - Definição e implementação da estratégia

- Coordenar a elaboração do plano estratégico da FPB;

- Definir objetivos estratégicos, indicadores de desempenho (KPIs) e metas de crescimento da modalidade;

- Garantir a articulação entre estratégia e operação, alinhando departamentos e programas federativos;

- Sustentabilidade financeira;

- Monitorizar a execução estratégica e propor ajustamentos; 

 

4.2.5. - Relação com outros cargos

- Trabalha em proximidade com o Presidente (definição de prioridades e representação institucional) e com a Direção (execução do programa eleito/Programa Estratégico da FPB).

- Articula com o Diretor Técnico Nacional, que assume a condução técnico‑desportiva (seleções, treinadores, competições), assegurando que o plano técnico está alinhado com a estratégia global.

- O DEID responde perante o Presidente e Direção da FPB.




4.3. - Departamento de Competições

 

4.3.1. - Departamento de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento

 

4.3.1.1. - Estrutura comum a todos os níveis:

- Presidente

- VP’s - Definir áreas que devem fazer parte deste departamento

- Diretor para a Estratégia, Inovação e Desenvolvimento

- Diretor Técnico Nacional

- Diretor/Coordenador das Seleções Nacionais

- Diretor de Comunicação

- Diretor de Marketing

- Diretor Financeiro

- Diretor de Recursos Humanos

 

4.3.2. - Seleções Nacionais

 

4.3.2.1.- Áreas de intervenção

A questão de partida que se coloca é se deve haver um coordenador de todas as seleções por forma a uniformizar procedimentos e implementar a visão da FPB nesta área, dando assim seguimento a uma coerência de trabalho no processo de desenvolvimento dos atletas nas seleções nacionais ao longo da sua vida, ou se as diversas seleções são estanques e somente dependentes da estrutura técnica havendo uma interligação mínima.  

Para mim faz sentido haver uma coordenação geral que vá para além da área técnica, juntando a área da gestão dos recursos administrativos e logísticos, trabalhando em consonância com o diretor de cada seleção nacional.

Assim sendo, caberá ao Diretor/Coordenador das Seleções Nacionais em consonância com o DTN, e DEID, ser o responsável pela coordenação estratégica, e organizativa de todas as seleções que representam Portugal nos diferentes escalões competitivos ao nível internacional.

A sua função consiste em garantir coerência no modelo de desenvolvimento do talento, qualidade na preparação das equipas nacionais e alinhamento com a estratégia global da federação.

A atuação deste diretor abrange ainda várias áreas de intervenção fundamentais, envolvendo as diversas áreas de apoio – recursos humanos, financeiros, comunicação, marketing, gabinete técnico e estratégia, inovação e desenvolvimento.

É apoiado por um diretor para cada seleção nacional, o que permite uma maior fluidez de decisões e capacidade operacional.

Alinhar o trabalho de cada Seleção Nacional Portuguesa, com a estratégia global da federação é uma das principais missões do Diretor das Seleções Nacionais, contribuindo para reforçar o prestígio nacional e internacional da modalidade. 

 

4.3.2.2. - Definição da Estratégia Desportiva das Seleções

O Diretor Técnico Nacional em consonância com Diretor da Estratégia Inovação e Desenvolvimento e o Diretor/Coordenador das Seleções Nacionais, Equipas Técnicas de cada seleção, e Direção da FPB, deve definir a visão estratégica para as seleções nacionais, assegurando coerência entre os escalões de formação e a seleção nacional sénior.

Principais funções:

- Definir o modelo de desenvolvimento das seleções nacionais.

- Estabelecer objetivos competitivos para cada escalão:

- Seniores;  

- Sub-20 / sub-19;

- Sub-18;

- Sub-16;

- Sub14;

- Outros escalões;

- Garantir a continuidade entre os escalões de formação e a seleção principal.

Área estratégica:

- Criar um pipeline de talento que permita a progressão natural dos atletas até à seleção sénior;

          - Supervisionar os planos de preparação das seleções;

          - Desenvolver modelos de trabalho que padronizem procedimentos nas seleções dos diversos escalões;

          - Colaborar na elaboração de calendários de estágios e concentrações;

          - Contribuir no planeamento de jogos de preparação e torneios internacionais;

          - Articular com clubes para a disponibilização de atletas;

          - Garantir condições de preparação adequadas para maximizar o rendimento competitivo;

 

 4.3.2.3. - Articulação Institucional e Relação com Stakeholders

O Diretor/Coordenador das seleções nacionais atua como elemento de ligação entre a federação e os diferentes intervenientes.

Principais stakeholders:

- Clubes;

- Treinadores;

- Atletas;

- Departamentos federativos;

- Outros/as Clubes/Federações (atletas a jogar no estrangeiro);

- Associações de Basquetebol;

- Federações Estrangeiras;

- FIBA;

 

Principais funções:

- Articular com clubes sobre a utilização de atletas;

- Manter a comunicação institucional com treinadores e dirigentes;

- Promover alinhamento entre o sistema de formação nacional e as diversas seleções;

 

 4.3.2.4. - Gestão Operacional das Seleções

O diretor de cada seleção nacional supervisiona a organização prática da equipa nacional de que é responsável.

 

 Principais funções:

- Coordenar equipas multidisciplinares:

- Equipa Técnica;

- Equipa Médica;

- Equipa de Comunicação e Marketing;

- Equipa de Recursos Humanos;

- Equipa de Logística;

- Acompanhar as participações em competições internacionais;

- Garantir cumprimento das normas das competições internacionais organizadas pela FIBA;

 

4.3.2.5. - Monitorização e Avaliação de Desempenho

O Diretor/Coordenador das seleções nacionais deve acompanhar o desempenho competitivo e estrutural das seleções.

 

Indicadores de avaliação:

- Resultados em competições internacionais;

- Progressão de atletas entre escalões;

- Número de atletas integrados na seleção sénior;

- Qualidade do processo de preparação;

- Impacto das seleções na valorização da modalidade;

 

4.3.2.6. - Constituição do grupo de Gestão das Seleções Nacionais

 

Seleções Nacionais:

- Diretor/Coordenador das seleções nacionais

- Diretor das Seleção Nacional – Seniores masculinos

- Diretor das Seleção Nacional – Seniores femininos

- Diretor das Seleção Nacional – Jovens masculinos

- Diretor das Seleção Nacional – Jovens femininos

- Diretor das competições seniores – 1º Nível de competição

 

4.3.3. – Competições Nacionais - Seniores

 

4.3.3.1. - Áreas de intervenção

O Diretor das Competições Seniores assume uma função central de coordenação, planeamento, organização, coordenação, monitorização e valorização das competições nacionais (produto – marca basquetebol português), garantindo o rigor regulamentar, a eficiência organizativa, a integridade desportiva, e a valorização enquanto produto da indústria desportiva e do entretenimento bem como a projeção pública da competição.

Esta função assume igualmente uma dimensão estratégica, contribuindo para a melhoria contínua dos modelos competitivos e para o aumento da atratividade das competições nacionais.

A criação de um grupo de gestão das competições seniores – 1º nível de competição – é fundamental para que o basquetebol possa ser gerido com a ambição de pertencer e destacar-se na competitiva indústria do desporto e entretenimento.

Tem como principais áreas de intervenção:

          - Propósito de cada competição - definição;

          - Planeamento competitivo;

          - Estrutura das competições (níveis de competição; quadros competitivos;

- Organização da competição (número de jogos a realizar; equilíbrio competitivo; impacto mediático);

- Elaboração do calendário competitivo em articulação com clubes, seleções nacionais, competições internacionais de clubes e associações de basquetebol, e outras competições nacionais/internacionais;

- Coordenação de calendários entre níveis competitivos;

- Garantir a coerência competitiva entre os diversos níveis de competição;

- Controle de qualidade competitiva (princípios das especificidades do marketing desportivo);

- Avaliação do modelo competitivo;

- Trabalhar com o Gabinete de Comunicação e Marketing;

- Definição da identidade das competições – naming; propósito, posicionamento e narrativa competitiva;

- Organização de eventos – Finais; Fases Finais, All Star Game; outros;

- Apoio à ativação de patrocinadores;

- Integração visual de patrocinadores nas competições;

- Identificação de oportunidades de ativação de marca;

- Relação com os diversos stakeholders – treinadores, jogadores, juízes, media, patrocinadores, organizações institucionais;

- Ligação com outros departamentos federativos – comunicação, marketing, arbitragem, financeiro, recursos humanos;

- Assegurar uma ligação entre departamentos nomeadamente o do desenvolvimento do basquetebol;

- Cooperação com associações regionais;

 

4.3.3.2. - Constituição do grupo de Gestão das Competições Seniores

- Diretor das competições seniores - 1º Nível de competição  

- Diretor das competições seniores - Níveis de competição inferior

 

4.3.4. - Departamento de Desenvolvimento do Basquetebol

 

4.3.4.1. - Áreas de intervenção

O Gestor de Competições de Desenvolvimento do Basquetebol, tem como missão estruturar, coordenar e promover os programas competitivos e de participação orientados para a formação de atletas, alargamento da base de praticantes e diversificação das formas de prática da modalidade.

A sua atuação incide sobretudo nas fases iniciais do percurso desportivo dos jovens atletas, no seu desenvolvimento desportivo ao longo da sua carreira, tendo em consideração os diversos formatos de participação que potenciem o crescimento do basquetebol e do atleta enquanto homem.

Proporcionar experiências competitivas adequadas às diferentes idades, incentivando e promovendo diversas formas de prática.

Garantir a sustentabilidade do basquetebol.

 

Identificamos cinco áreas principais de intervenção:

- Desenvolvimento juvenil;

- Minibasquete;

- 3x3;

- Programas escolares;

- Definição estratégica de objetivos;

 

4.3.4.2. - Desenvolvimento Juvenil

O Diretor das Competições de Desenvolvimento do Basquetebol, deve garantir que as competições jovens são instrumentos de formação desportiva, de retenção e desenvolvimento de atletas, e não apenas estruturas competitivas tradicionais.

 

Principais preocupações:

- Estruturar os modelos competitivos para escalões de formação (Sub-14, Sub-16, Sub-18);

- Garantir que os formatos competitivos favoreçam:

- Equilíbrio competitivo;

- Desenvolvimento técnico, tático, físico, conhecimento do jogo e crescimento mental;  

- Coordenar competições nacionais e inter-regionais de formação;

- Trabalhar com os diretores técnicos regionais nas áreas da gestão de competições;

- Articulação com os diversos departamentos e de seleções nacionais de jovens;

- Monitorizar a progressão competitiva dos jovens atletas;

 

Objetivos estratégicos:

- Aumentar a taxa de retenção de atletas entre os 12 e os 18 anos;

- Melhorar a qualidade competitiva dos campeonatos de formação;

- Desenvolver jovens praticantes nas áreas do basquetebol;

- Criar percursos claros de progressão para o alto rendimento;

- Fazer chegar jogadores aos diversos escalões seniores e seleção Nacional;

 

4.3.4.3. Programas de Minibasquete

 

4.3.4.3.1. - Áreas de intervenção

O minibasquete constitui a base de entrada na modalidade e deve privilegiar a participação, aprendizagem, diversão e gosto pela prática desportiva em geral e do basquetebol em particular.

 

Principais funções:

          -  Estruturar e coordenar diversas competições de minibasquete;

- Desenvolver calendários adaptados às idades mais jovens;

- Promover modelos de competição não eliminatórios;

- Apoiar associações regionais e clubes na organização de atividades;

- Criar eventos nacionais de referência ao longo da época;

 

Objetivos estratégicos:

- Aumentar o número de praticantes até aos 12 anos;

- Aumentar a taxa de retenção na passagem para os escalões de desenvolvimento de basquetebol;

- Garantir uma experiência desportiva positiva nas primeiras fases da prática desportiva;

- Reforçar a ligação entre clubes, escolas e famílias;

 

4.3.4.4. Desenvolvimento do Basquetebol 3x3

 

4.3.4.4.1. - Áreas de intervenção

O basquetebol 3x3 constitui uma forma complementar de prática desportiva, com elevado potencial de expansão e visibilidade.

 

Principais funções:

- Organizar circuitos nacionais de 3x3;

- Lançamento de uma competição nacional de 3x3, baseada num sistema de ranking, adaptado às idades dos praticantes (escalões).

 

- Estruturar competições de diferentes níveis:

- Escolar;

- Juvenil;

- Aberto (Basquetebol Informal);

- Integrar eventos de 3x3 em espaços urbanos e festivais desportivos;

- Articular com programas internacionais e com a estratégia da FIBA para o 3x3;

 

Objetivos estratégicos:

          - Aumentar o número de praticantes únicos de 3x3;

- Aumentar o número de praticantes informais da modalidade;

- Promoção de diversas formas de prática do basquetebol;

- Utilizar o 3x3 como porta de entrada para novos públicos;

- Desenvolver um ecossistema competitivo sustentável;

 

4.3.4.5. - Programas Escolares

A ligação entre escola e federação é um dos principais motores de crescimento da modalidade e deve estar em articulação com programas de desenvolvimento nomeadamente ao nível do 1º ciclo do ensino básico.

 

Principais funções:

- Desenvolver programas de introdução ao basquetebol no contexto escolar;

- Articular com as entidades responsáveis pelo desporto escolar;

 

Objetivos estratégicos:

- Aumentar a presença do basquetebol nas escolas;

- Criar mecanismos de transição da escola para os clubes;

- Expandir a base de recrutamento da modalidade;

 

4.3.4.5.1. - Planeamento Estratégico e Monitorização

O Gestor de Competições de Desenvolvimento do Basquetebol, deve assegurar que todas as áreas funcionam de forma integrada.

 

Principais funções:

- Definir metas quantitativas e qualitativas para cada programa;

- Monitorizar indicadores de desenvolvimento da modalidade;

- Produzir relatórios de avaliação dos programas;

- Identificar oportunidades de inovação competitiva;

- Articular com os diversos departamentos da estrutura as diferentes intervenções de cada um;

Indicadores de monitorização:

- Número de praticantes jovens;

- Número de clubes envolvidos nos programas;

- Número de escolas participantes;

- Taxa de transição de atletas entre escalões;

 

Nota: Os programas Basquetebol na Escola e Programas Escolares são enquadrados em diversas vertentes sendo que de comum têm o levar à prática do basquetebol desde muito jovem, apresentando o jogo de forma lúdica e que cative o jovem para a prática do basquetebol ao longo da vida.

 

4.3.4.5.2. - Constituição dos grupos de Gestão da área do Desenvolvimento do Basquetebol

 

4.3.4.5.2.1. - Desenvolvimento do Basquetebol

- Diretor das competições de formação

- Diretor/Coordenador das Seleções Nacionais (se houver)

- Diretor da Seleção Nacional – Seniores masculinos

- Diretor da Seleção Nacional – Seniores femininos

- Diretor da Seleção Nacional – Jovens masculinos

- Diretor da Seleção Nacional – Jovens femininos

- Diretor das competições seniores - 1º Nível de competição

 

4.3.4.5.2.2. - Minibasquete

- Diretor do Minibasquete

- Diretor das competições de formação

- Diretor/Coordenador das Seleções Nacionais (se houver)

- Diretor da Seleção Nacional – Jovens masculinos

- Diretor da Seleção Nacional – Jovens femininos

- Diretor das competições seniores - 1º Nível de competição

- Diretor das competições seniores - Níveis de competição inferior

 

4.3.4.5.2.3. - 3x3

- Diretor do 3x3

- Diretor/Coordenador das Seleções Nacionais (se houver)

- Diretor da Seleção Nacional – Seniores masculinos

- Diretor da Seleção Nacional – Seniores femininos

- Diretor da Seleção Nacional – Jovens masculinos

- Diretor da Seleção Nacional – Jovens femininos

- Diretor das competições seniores - 1º Nível de competição

- Diretor das competições seniores - Níveis de competição inferior

- Diretor das competições de formação

 

4.3.4.5.2.4. - Basquetebol nas escolas

- Diretor do Basquetebol nas escolas

- Diretor/Coordenador das Seleções Nacionais (se houver)

- Diretor da Seleção Nacional – Jovens masculinos

- Diretor da Seleção Nacional – Jovens femininos

- Diretor das competições seniores

- Diretor das competições de formação

- Diretor do 3x3

 

4.3.5. - Basquetebol Master

 

4.3.5.1. - Áreas de intervenção

O Basquetebol Master deve ser entendido como uma vertente estratégica da modalidade destinada a atletas com mais de 35 anos que desejam manter uma prática regular, preservando o prazer de jogar e o vínculo emocional ao basquetebol.

Representa a continuidade da prática desportiva ao longo da vida e traduz o compromisso duradouro de antigos praticantes e adeptos que permanecem ligados à modalidade.

Neste enquadramento, o Gestor do Basquetebol Master tem como missão estruturar, promover e consolidar esta área de atividade, garantindo condições para que os praticantes continuem a participar no basquetebol de forma organizada, saudável e socialmente relevante.

Difere do Basquetebol Informal por se enquadrar numa atividade organizada, estruturada, regras oficiais, ter um quadro competitivo federativo, enquanto o basquetebol informal desenvolve a sua atividade num ambiente descontraído, e sem exigências formais.

 

4.3.5.2. - Funções do Gestor do Basquetebol Master

 

1. - Desenvolvimento estratégico da vertente Master
Definir e implementar uma estratégia nacional para o Basquetebol Master, alinhada com o plano global de desenvolvimento da modalidade, promovendo a participação contínua de antigos atletas e ampliando a base de praticantes adultos.

 

2. - Estruturação das competições Master
Planear e coordenar competições, encontros e eventos destinados a praticantes com mais de 35 anos, assegurando modelos competitivos ajustados às características dos diversos patamares etários, e privilegiando o equilíbrio entre competição, convívio e prazer pelo jogo.

 

3. - Promoção do basquetebol ao longo da vida
Estimular a prática continuada da modalidade como parte de um estilo de vida saudável, reforçando a ideia de que o basquetebol pode ser praticado em todas as fases da vida.

 

4. - Articulação com clubes e associações
Promover a criação e o desenvolvimento de equipas Master nos clubes existentes, incentivando também o surgimento de novas estruturas associativas dedicadas a esta vertente.

 

5. - Organização de eventos e encontros nacionais e internacionais
Dinamizar torneios, festivais e encontros de Basquetebol Master, reforçando o espírito de comunidade e proporcionando oportunidades de intercâmbio entre praticantes nacionais e internacionais.

 

6. - Integração dos praticantes Master no ecossistema da modalidade
Valorizar o papel dos atletas Master como agentes ativos do basquetebol, incentivando a sua participação em funções complementares da modalidade, como treinadores, dirigentes, árbitros, mentores ou embaixadores do jogo.

 

7. - Promoção da dimensão social e cultural da modalidade
Utilizar o Basquetebol Master como instrumento de reforço da identidade e da cultura do basquetebol português, valorizando a experiência acumulada dos praticantes e a sua ligação histórica à modalidade.

 

8. - Parcerias institucionais e comunitárias
Estabelecer parcerias com autarquias, clubes, associações recreativas e outras entidades para ampliar a oferta de espaços e eventos destinados ao Basquetebol Master.

 

9. - Monitorização e avaliação da atividade
Acompanhar o desenvolvimento da prática Master através da recolha de indicadores de participação, satisfação dos praticantes e impacto social da atividade.

 

4.3.5.3. - Enquadramento Estratégico

O Basquetebol Master representa um elo fundamental na cadeia de desenvolvimento da modalidade, assegurando que a ligação ao basquetebol não termina com o fim da carreira competitiva tradicional.

Pelo contrário, promove uma cultura de “basquetebol para toda a vida”, reforçando a comunidade da modalidade, ampliando a sua base social e consolidando uma rede de praticantes que permanecem ativos como jogadores, adeptos e promotores do jogo.


4.3.5.4. - Constituição dos grupos de Gestão do Basquetebol Master

- Diretor do Basquetebol Master

- Diretor das competições seniores - 1º Nível de competição

- Diretor das competições seniores - Níveis de competição inferior

 

4.3.6. – Basquetebol em Cadeira de Rodas - BCR

 

4.3.6.1. - Áreas de intervenção

O Basquetebol em Cadeiras de Rodas (BCR), constitui uma vertente essencial do desenvolvimento inclusivo da modalidade, promovendo o acesso à prática desportiva principalmente por parte de pessoas com deficiência motora.

O reforço da visibilidade desta disciplina, bem como o aumento do número de praticantes de ambos os géneros, deve assumir-se como uma prioridade estratégica, refletindo os valores fundamentais de inclusão, responsabilidade social e respeito que orientam os valores da FPB, contribuindo para o desenvolvimento da imagem do basquetebol português.

Neste contexto, o Gestor do Basquetebol em Cadeiras de Rodas tem como missão promover o crescimento sustentado desta variante, garantindo a sua integração plena no ecossistema do basquetebol e criando condições para a participação regular, competitiva e socialmente valorizada dos seus praticantes.

 

4.3.6.2. - Funções do Gestor do Basquetebol em Cadeiras de Rodas

 

1. - Desenvolvimento estratégico da modalidade

Definir e implementar uma estratégia de desenvolvimento do Basquetebol em Cadeiras de Rodas, alinhada com o plano global da modalidade, promovendo o crescimento do número de praticantes, clubes e estruturas dedicadas a esta variante.


2. - Promoção da inclusão e igualdade de oportunidades

Garantir que os programas e iniciativas desta área reforçam os princípios de inclusão, igualdade de género, respeito e acessibilidade, facilitando o acesso à prática desportiva por parte de todos os potenciais praticantes.

 

3. - Captação e desenvolvimento de praticantes

Promover programas de divulgação e captação de atletas, em articulação com clubes, associações, centros de reabilitação, escolas e instituições sociais, incentivando a participação de novos praticantes de ambos os géneros.

 

4. - Organização e desenvolvimento competitivo

Estruturar e acompanhar competições nacionais, encontros e eventos de Basquetebol em Cadeiras de Rodas, assegurando condições organizativas e regulamentares adequadas às especificidades da modalidade.

 

5. - Articulação institucional e parcerias

Estabelecer parcerias com entidades públicas e privadas, incluindo organizações da área da deficiência, autarquias e instituições de saúde, com o objetivo de ampliar as oportunidades de prática e reforçar os recursos disponíveis.

 

6. - Formação e qualificação de agentes desportivos

Promover ações de formação destinadas a treinadores, árbitros, dirigentes e técnicos, garantindo que dispõem das competências necessárias para apoiar o desenvolvimento da modalidade.

 

7. - Promoção e visibilidade da modalidade

Dinamizar estratégias de comunicação e eventos que aumentem a visibilidade pública do Basquetebol em Cadeiras de Rodas, valorizando os seus atletas e promovendo uma imagem positiva da modalidade.

 

8. - Integração no ecossistema do basquetebol

Assegurar que o Basquetebol em Cadeiras de Rodas se encontra plenamente integrado nas estruturas e atividades do basquetebol nacional, reforçando a sua ligação com clubes, associações e programas de desenvolvimento da modalidade.

 

9. - Monitorização e avaliação do desenvolvimento

Acompanhar a evolução da modalidade através da recolha de indicadores de participação, desenvolvimento competitivo e impacto social, permitindo ajustar continuamente as estratégias de crescimento.

 

4.3.6.3 - Enquadramento Estratégico

O Basquetebol em Cadeiras de Rodas representa uma expressão clara do compromisso do basquetebol com a inclusão e a igualdade de oportunidades.

O seu desenvolvimento reforça o papel social da modalidade e contribui para uma comunidade desportiva mais diversa, participativa e representativa.

Ao promover o crescimento desta vertente, a estrutura federativa não apenas amplia a base de praticantes, como também afirma o basquetebol como um espaço de participação acessível a todos, onde os valores do respeito, da responsabilidade e da superação se manifestam plenamente.

 

4.3.7. - Departamento de Basquetebol Informal

 

4.3.7.1. - Basquetebol Informal

 

4.3.7.1.1. - Áreas de intervenção

O Basquetebol Informal deve responder às necessidades de todos os que desejam praticar a modalidade sem os compromissos exigidos pela prática federada.

Trata-se de um espaço de participação aberto, orientado para a atividade física, a socialização e o prazer de jogar, privilegiando ambientes acessíveis — muitas vezes ao ar livre — onde o talento, a criatividade e o gosto pelo jogo encontram condições naturais para se manifestarem e desenvolverem.

Este domínio representa, igualmente, um novo espaço estratégico de crescimento para o basquetebol.

A evolução dos hábitos sociais e de consumo do desporto mostra que uma parte significativa dos jovens se encontra hoje afastada da prática desportiva estruturada, preferindo formas de entretenimento individualizadas, como os e-games ou outras experiências digitais.

Paralelamente, muitos jovens continuam a consumir desporto, mas de forma diferente: como espectadores, participantes ocasionais ou membros de comunidades informais.

Neste contexto, abre-se uma oportunidade clara para repensar a oferta desportiva, aproximando-a dos interesses dos jovens, das famílias e também das marcas que procuram associar-se a projetos com impacto social e visibilidade urbana.

O desenvolvimento do Basquetebol Informal e do Desporto Urbano deve, assim, ser entendido como parte de uma estratégia de inovação e de expansão do basquetebol português, integrando a modalidade de forma mais clara na indústria do desporto, do entretenimento e da cultura urbana.

Através desta abordagem, a prática desportiva assume também uma dimensão social relevante, contribuindo para a promoção de estilos de vida saudáveis, valores éticos, desenvolvimento académico e integração social.

Estes programas podem igualmente, enquadrar-se em iniciativas de responsabilidade social, lideradas por instituições públicas, privadas ou pela própria Federação, reforçando o papel do basquetebol como instrumento de desenvolvimento humano.

Neste quadro, a Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) deve assumir um compromisso claro com todos os que desejam jogar basquetebol de forma livre e acessível, promovendo condições para uma prática regular, informal e inclusiva.

O objetivo é proporcionar experiências positivas de participação que contribuam para o bem-estar dos praticantes, ao mesmo tempo que estimulam o desenvolvimento das suas competências humanas, sociais e técnicas.

Para tal, a FPB deverá incentivar e apoiar a criação de competições e eventos de caráter informal, promovidos por autarquias, juntas de freguesia, escolas, associações culturais ou desportivas e outras entidades locais com o apoio das Associações de basquetebol.

Estes programas poderão também funcionar como plataformas de incubação de novos clubes, articulando-se com instrumentos de apoio já existentes, como os programas do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) — designadamente iniciativas de estímulo à criação e desenvolvimento associativo (Clubes Top).

Importa sublinhar que estas iniciativas devem situar-se na base da pirâmide do sistema desportivo, funcionando como complemento — e não como concorrência — às competições federadas.

Para tal, torna-se essencial estabelecer parcerias estruturadas entre clubes, associações distritais, federações, autarquias e outras organizações da sociedade civil.

A sustentabilidade do Basquetebol Informal assenta, em grande medida, no envolvimento direto dos próprios praticantes e das comunidades locais. Assim, a organização destas atividades poderá ser assegurada por jovens, encarregados de educação ou monitores integrados numa bolsa de voluntariado ou semi-voluntariado, reforçando o espírito comunitário e a responsabilização coletiva pela prática desportiva.

 

4.3.7.1.2. - Pilares Estratégicos da Atividade

O desenvolvimento do Basquetebol Informal assenta em quatro pilares fundamentais:

- Desporto para todos os jovens, promovendo o acesso universal à prática;

- Desporto para todas as idades, incentivando a participação intergeracional;

- Atividade em espaços urbanos, aproximando o jogo das comunidades;

- Voluntariado e participação comunitária, particularmente na gestão das equipas e das atividades;

 

4.3.7.1.3. - Ideias Orientadoras

 

A implementação desta estratégia deverá orientar-se por cinco princípios fundamentais:

- Prioridade absoluta à segurança na prática desportiva;

- Promoção ativa da diversidade e inclusão na gestão e participação;

- Resposta às necessidades e expectativas dos jovens;

- Investimento na nova geração de praticantes e líderes desportivos;

- Abertura à inovação, acompanhando as transformações sociais e culturais;

 

4.3.7.1.4. – Identidade da Basquetebol Informal

 

Missão

Oferecer um programa de prática desportiva amadora, apoiado no voluntariado e na participação comunitária, que promova o desenvolvimento físico, mental e moral dos praticantes, fortaleça as relações sociais e respeite os valores éticos do desporto, contribuindo para o desenvolvimento integral da sociedade.

 

Visão

Proporcionar experiências desportivas acessíveis e adaptadas às potencialidades dos praticantes, promovendo o desenvolvimento físico e mental através da participação regular em atividades e eventos de basquetebol informal.

 

Valores

- Desportivismo

- Igualdade de género

- Inclusão

 

Propósito

Mais atletas, mais praticantes, melhores jovens e cidadãos mais preparados para a vida.

 

4.3.7.1.5. - Constituição do grupo de Gestão do Basquetebol Informal

 

Basquetebol Informal

- Diretor do Basquetebol informal

- Diretor do 3x3

- Diretor do Basquetebol nas escolas

- Diretor/Coordenador das Seleções Nacionais (se houver)

- Diretor da Seleção Nacional – Seniores masculinos

- Diretor da Seleção Nacional – Seniores femininos

- Diretor da Seleção Nacional – Jovens masculinos

- Diretor da Seleção Nacional – Jovens femininos

 

4.3.7.2. - Programas Escolares

 

4.3.7.2.1. - Áreas de intervenção

 

A ligação entre escola e federação é um dos principais motores de crescimento da modalidade e deve estar em articulação com programas de desenvolvimento nomeadamente ao nível do 1º ciclo do ensino básico.

 

Principais funções:

- Desenvolver programas de introdução ao basquetebol no contexto escolar;

- Articular com as entidades responsáveis pelo desporto escolar;

- Criar competições escolares e interescolar;

- Promover formação básica para professores e técnicos;

- Integrar programas escolares com clubes locais;

 

Objetivos estratégicos:

- Aumentar a presença do basquetebol nas escolas;

- Criar mecanismos de transição da escola para os clubes;

- Expandir a base de recrutamento da modalidade;

 

4.3.7.2.2. - Constituição do grupo de Gestão do Basquetebol nas Escolas 

 

Basquetebol nas escolas

- Diretor do Basquetebol nas escolas

- Diretor da Seleção Nacional – Jovens masculinos

- Diretor da Seleção Nacional – Jovens femininos

- Diretor das competições seniores

- Diretor das competições de formação

- Diretor do 3x3

 

Nota: A ausência da menção ao "basquetebol feminino" nesta proposta é intencional: parto do princípio de que existe um único basquetebol.

A modalidade comporta diversas formas de prática — competição de 1.º e 2.º nível de competição, escalões jovens, minibasquete, basquetebol master, BCR entre outras — e cada uma exige uma abordagem de gestão adaptada às suas especificidades.

A igualdade de género é um princípio transversal e inegociável em todos eles.

 

É imperiosa uma preparação para aquilo que o mundo exigirá e permitirá no futuro como prática desportiva, colocando o foco na capacidade de captação, retenção e desenvolvimento do maior número de jovens atletas e de como descobrir talentos e orientá-los para uma vertente de futuros atletas profissionais, ou treinadores, dirigentes, árbitros/juízes ou simplesmente fans” António Pereira

 


5 - Departamento de Formação e Conhecimento

 

5.1.1. - Áreas de intervenção

O Departamento de Formação e Conhecimento tem como missão promover a qualificação contínua dos agentes do basquetebol, através do desenvolvimento de programas de formação e capacitação dirigidos a treinadores — em articulação com o sistema de certificação do Instituto Português do Desporto e Juventude — bem como a juízes, dirigentes de clubes, preparadores físicos e técnicos das áreas de apoio ao rendimento, nomeadamente análise de dados, fisioterapia, psicologia do desporto e nutrição.

Paralelamente, este departamento assume um papel central na produção e disseminação de conhecimento, incentivando a investigação aplicada e a inovação em diferentes domínios do basquetebol, incluindo a análise competitiva, análise de dados, a comunicação e o marketing desportivo, o engagement dos adeptos, as métricas do marketing digital e o desenvolvimento de soluções inovadoras que contribuam para a modernização e o crescimento sustentável da modalidade.

 

5.1.2. - Composição do Departamento de Formação e Conhecimento

 

5.1.2.1. - Estrutura comum a todos os níveis:

- Presidente

- VP’s – Definir áreas

- Diretor para a Estratégia, Inovação e Desenvolvimento

- Diretor Técnico Nacional

- Diretor de Comunicação

- Diretor de Marketing

- Diretor Financeiro

- Diretor de Recursos Humanos

 

5.1.3. - Áreas de Formação

 

5.1.3.1. - Formação de Treinadores

- ENB

- IPDJ

 

5.1.3.2. - Analistas de jogo

- Protocolos com escolas na área da engenharia informática

 

5.1.3.3. - Formação de Preparadores Físico

- Protocolo com a Associação Portuguesa de Preparadores Físicos de Basquetebol

 

5.1.3.4. - Formação de Juízes

- Conselho de Arbitragem

- ANJB

 

5.1.3.5. - Formação de Dirigentes

- Parceria dom FPF/Football School

 

5.1.3.6. - Formação na área da Saúde

- Protocolos com Escolas do Ensino Superior:

- Fisioterapeutas

- Psicologia no desporto

- Nutrição


5.1.3.7. – Formação na área da Liderança e Gestão de Pessoas

- Desenvolvimento de programas de mentoring (mentor)

 

5.1.3.8. - Apoio à Investigação e Inovação do Basquetebol

 A área de Apoio à Investigação e Inovação do Basquetebol assume-se como um eixo estruturante, funcionando como interface entre o conhecimento científico, a prática desportiva e a tomada de decisão estratégica.

Não é apenas um suporte técnico — é um verdadeiro motor de vantagem competitiva e de sustentabilidade do sistema.

 

5.1.3.8.1. Finalidade estratégica

Esta área tem como principal objetivo produzir, integrar e aplicar conhecimento que permita:

- Melhorar o rendimento desportivo (rendimento e formação);

- Otimizar processos de treino e competição;

- Sustentar decisões estratégicas com evidência;

- Promover inovação organizacional e tecnológica na modalidade;

 



6 - Departamento de Comunicação e Marketing

 


6.1. - Áreas de intervenção

Desenvolver, planear e executar a estratégia integrada de comunicação, marketing e gestão da marca da Federação Portuguesa de Basquetebol e do Basquetebol Português, promovendo a visibilidade da modalidade, valorizando as seleções nacionais, competições nacionais e os atletas, fortalecendo a relação com adeptos/fans, media e parceiros institucionais, e potenciando oportunidades de patrocínio e desenvolvimento da indústria do desporto e do entretenimento.

Conhecer e conseguir o envolvimento dos adeptos/fans com o espetáculo basquetebol por forma a aumentar o número de espetadores nos jogos ao vivo, audiências, captação de patrocinadores e parceiros, e vendas de produtos de merchandising.

 

Deve definir:

- Objetivos de comunicação;

- Objetivos de marketing;

- Aumentar a presença digital;

 

6.2. - Composição do Departamento de Comunicação e Marketing

 

6.2.1. - Estrutura comum a todos os níveis:

- Presidente

- VP’s

- Diretor para a Estratégia, Inovação e Desenvolvimento

- DTN

- Diretor de Comunicação

- Diretor de Marketing

- Diretor Financeiro

- Diretor de Recursos Humanos

 

6.2.2. - Departamento de Comunicação e Marketing – Relações Institucionais

 

- VP para as relações institucionais

  

6.2.3. - Departamento de Comunicação e Marketing – Seleções Nacionais

- Diretor/Coordenador das Seleções Nacionais (se houver)

- Diretor da Seleção Nacional – Seniores masculinos

- Diretor das Seleção Nacional – Seniores femininos

- Diretor das Seleção Nacional – Jovens masculinos

- Diretor das Seleção Nacional – Jovens femininos

- Diretor das competições seniores – 1º Nível de competição

 

6.2.4. - Departamento de Comunicação e Marketing – Competições seniores

- Diretor das competições seniores – 1º Nível de competição

- Diretor das competições seniores – Níveis de competição inferior   

 

6.2.5. - Departamento de Comunicação e Marketing – Competições de Desenvolvimento do Basquetebol

- Diretor das competições de Desenvolvimento do Basquetebol

 

6.2.6. - Departamento de Comunicação e Marketing – Minibasquete

- Diretor do Minibasquete

 

6.2.7. - Departamento de Comunicação e Marketing – 3x3

- Diretor do 3x3

 

6.2.8. - Departamento de Comunicação e Marketing – Basquetebol Master

- Diretor do Basquetebol Master

 

6.2.9. - Departamento de Comunicação e Marketing – BCR

- Diretor do Basquetebol BCR

 

6.2.10. - Departamento de Comunicação e Marketing – Basquetebol Informal

 - Diretor do Basquetebol informal

- Diretor do Basquetebol nas escolas

 

7 - Departamento Financeiro

 

7.1. - Áreas de intervenção

Planear, gerir e controlar os recursos financeiros da Federação Portuguesa de Basquetebol, assegurando a sustentabilidade económica da organização, a transparência na utilização dos fundos, o cumprimento das obrigações legais e contabilísticas, e o apoio financeiro à execução da estratégia e das atividades desportivas.

 

7.2. - Composição do Departamento Financeiro

- Presidente

- VP

- Diretor Financeiro

- Contabilista


8 - Departamento Jurídico

 

8.1. - Áreas de intervenção

Assegurar o enquadramento legal da atividade da federação, prestando assessoria jurídica à gestão da Federação Portuguesa de Basquetebol, garantindo o cumprimento da legislação portuguesa.

 

8.2. - Composição do Departamento Jurídico

- Presidente

- VP

- Juristas/advogados

 

9 - Departamento de Projetos

 

9.1. - Áreas de intervenção

Conceber, estruturar, candidatar-se e implementar projetos estratégicos de diversa natureza nomeadamente na área institucional, de inovação e tecnologia, de responsabilidade social das organizações e outros stakeholders, e projetos financiados, promovendo igualmente iniciativas de compliance, com o objetivo de reforçar a capacidade de desenvolvimento, modernização e impacto institucional da Federação Portuguesa de Basquetebol.

 

9.2. - Composição do Departamento de Projetos

- Presidente

- VP´s – Definir áreas

- Diretor para a Estratégia, Inovação e Desenvolvimento

- Diretor Técnico Nacional

- Diretor de Comunicação

- Diretor de Marketing

- Diretor Financeiro

- Diretor de Recursos Humanos

 

9.3. - Foco em:

- Projetos institucionais;

- Candidatura a fundos nacionais e europeus;

- Promover projetos conjuntos de investigação, desenvolvimento e inovação no desporto;

- Responsabilidade Social (sustentabilidade, igualdade, etc.);

- Inovação e Tecnologia;

- Compliance;

 

10 - Conclusão

O presente documento consolida uma visão estruturada, integrada e orientada para o futuro do basquetebol português, traduzindo o Plano de Desenvolvimento do Basquetebol Português 2026–2036, num modelo organizacional claro, funcional e executável.

A definição de um organograma funcional não surge apenas como um exercício formal de organização interna, mas como um instrumento estratégico essencial para garantir a concretização dos objetivos delineados.

Ao estruturar a Federação Portuguesa de Basquetebol em três níveis fundamentais — governação, gestão desportiva e indústria desportiva — este modelo propõe uma mudança paradigmática: de uma organização tradicional, centrada na administração da modalidade, para uma entidade moderna, orientada para o desenvolvimento sustentado, para a inovação e para a valorização do basquetebol enquanto produto desportivo, social e económico.

A criação de áreas claramente definidas, a identificação e a articulação entre departamentos permitem assegurar coerência entre a visão estratégica e a execução operacional.

Destaca-se, neste contexto, o papel central do Departamento de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento (DEID) como motor de alinhamento, monitorização e adaptação contínua, garantindo que a organização responde de forma dinâmica aos desafios internos e às transformações do ecossistema desportivo.

Paralelamente, a valorização de domínios como a formação e conhecimento, a comunicação e marketing, o desenvolvimento da base de praticantes, a inclusão (nomeadamente através do BCR), e a diversificação da prática (3x3, basquetebol informal, master e escolar), evidencia uma abordagem abrangente e contemporânea, alinhada com as melhores práticas internacionais.

Este modelo organizacional permite ainda reforçar a ligação entre todos os agentes da modalidade — federação, associações, clubes, escolas, atletas, treinadores, dirigentes e parceiros — promovendo uma lógica de sistema, mais colaborativa, eficiente e orientada para resultados.

Em síntese, o organograma funcional agora apresentado constitui a base operacional para transformar a ambição estratégica em realidade concreta.

A sua implementação eficaz será determinante para:

  • Aumentar o número de praticantes e a qualidade da sua experiência;
  • Melhorar o desempenho competitivo a nível nacional e internacional;
  • Reforçar a sustentabilidade económica da modalidade;
  • Valorizar a marca do basquetebol português;
  • Consolidar o papel social e educativo do basquetebol na sociedade;

 

O sucesso deste modelo dependerá, em última análise, da capacidade de liderança, e da qualidade da execução e do compromisso coletivo de todos os intervenientes.

É nesta convergência entre estratégia, estrutura e ação que reside a oportunidade de posicionar o basquetebol português num novo patamar de desenvolvimento, relevância e impacto.

 

 

Antonio Pereira

2026-03-09

 

 

António Pereira. é ex-jogador da Associação Académica de Coimbra, e do Clube Académico de Coimbra (CAC), pelo qual se sagrou bicampeão nacional do escalão de juniores, e ex-treinador da equipa sénior de basquetebol da Associação Académica de Coimbra (AAC), conduzindo-a à conquista do título de campeão nacional. Nesse período, liderou igualmente uma digressão da equipa pelos Estados Unidos da América, onde competiu com universidades norte-americanas. Em 1984, liderou a equipa de juniores do Sport Clube Conimbricense à Fase Final nacional.

Foi pioneiro em Portugal na observação, análise e caracterização de jogadores de basquetebol, tendo o seu trabalho de aconselhamento contribuído para a integração de várias centenas de atletas no campeonato português e em campeonatos africanos. Muitos destes jogadores alcançaram níveis de elevado reconhecimento, através da conquista de títulos, do cumprimento de objetivos coletivos e da obtenção de posições de destaque em rankings estatísticos da modalidade.

É licenciado em Comunicação Organizacional, com especializações em Comunicação de Marketing e Comunicação de Relações Públicas, e mestre em Marketing e Comunicação. A sua dissertação de mestrado incidiu sobre a temática “A Responsabilidade Social das Organizações Desportivas e dos Atletas Profissionais: um estudo em Portugal e nos Estados Unidos da América”.

Desenvolve atividade regular como autor e analista na área da Gestão do Desporto, colaborando com diversos órgãos de comunicação social, entre os quais A Bola, Diário de Coimbra e As Beiras, bem como em plataformas digitais dedicadas ao basquetebol e à gestão desportiva. Ao longo da época de 2019/2020, publicou um estudo de referência sobre o basquetebol português, abordando diferentes dimensões da gestão da modalidade, com particular enfoque na comunicação e na análise do jogo.

É um dos fundadores do blogue “Ideias para o Basquetebol”, um movimento agregador de pessoas que, de forma voluntária e desprendida, se dispuseram a partilhar as suas ideias sobre o basquetebol português.

 

Links:

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